sexta-feira, 6 de julho de 2007

TECIDO ÓSSEO

Funções
 É o constituinte principal do esqueleto
 Serve de suporte para as partes moles e protege órgãos
vitais (caixa craniana e coluna vertebral)
 Aloja e protege a medula óssea, formadora das células
do sangue
 Proporciona apoio aos músculos esqueléticos
 Depósito importante de cálcio, fosfato e outros íons,
armazenando-os e liberando-os de maneira controlada,
para manter constante a concentração desses
importantes íons nos líquidos corporais
Composição
 Células
- osteócitos
- osteoblastos
- osteoclastos
 Matriz Óssea
Matriz Óssea
 É formada por uma porção mineral que confere dureza
ao osso e uma porção orgânica que lhe dá certa
flexibilidade
Porção Mineral: representa 50% do peso da matriz
óssea. Seu principal componente é o fosfato de cálcio
que está presente na forma de hidroxiapatita
Porção Orgânica: composta por fibras colágenas tipo I
(95%) e pequenas quantidades de substância
fundamental amorfa (5%)
Osteócitos
 São células que vivem dentro de cavidades na matriz
óssea denominadas de lacunas, das quais partem
canalículos. Cada lacuna contém apenas um osteócito
 Os osteócitos comunicam-se entre si através destes
canalículos, recebem nutrientes, íons, hormônios, etc.
 Alguns osteócitos se localizam próximo de canais onde
passam uma arteríola, uma vênula e um nervo
 São células achatadas, com forma de amêndoa,
exibem pouca quantidade de retículo
endoplasmático granular e Golgi, núcleo com
cromatina condensada (pequena atividade
sintética)
 São essenciais para a manutenção da matriz
óssea. Sua morte é seguida da reabsorção da
matriz óssea
Osteoblastos
 São responsáveis pela formação da matriz óssea,
sintetizando a parte orgânica, cujo principal componente
é o colágeno, proteoglicanas e glicoproteínas
 Participam da mineralização da matriz, pois são capazes
de concentrar fosfato de cálcio
 Localizam-se na superfície óssea, lado a lado,
lembrando um epitélio simples
 Quando em intensa atividade metabólica são cubóides
com o citoplasma muito basófilo. Porém, em estado
pouco ativo tornam-se achatados e a basofilia diminui
Osteoblastos
 Apresentam prolongamentos citoplasmáticos que unem
os osteoblastos entre si e que, quando aprisionados
dentro da matriz óssea, vão originar os canalículos
citoplasmáticos. Os osteoblastos presos dentro da
matriz óssea transformam-se em osteócitos. A matriz
óssea recém formada ao redor de um osteoblasto, ainda
não mineralizada, é chamada de OSTEÓIDE

Osteoclastos
 São células gigantes multinucleadas (6 a 50
núcleos), móveis, que se originam da fusão de
monócitos do sangue
 Fazem a reabsorção do tecido ósseo, participando
dos processos de remodelação óssea
 A reabsorção é feita pela ação de enzimas
liberadas pelos osteoclastos, especialmente a
colagenase que digere a parte orgânica e outras
enzimas que atacam a matriz e liberam cálcio
Osteoclastos
 Nesse processo de reabsorção, responsável
pela renovação do tecido ósseo, formam-se
lacunas conhecidas como LACUNAS de
HOWSHIP. Estas lacunas serão preenchidas
por tecido ósseo novo

Endósteo e Periósteo
 As superfícies internas e externas dos ossos são
recobertas por células osteogênicas e tecido conjuntivo
que constituem o endósteo e periósteo respectivamente
 As principais funções do periósteo e endósteo são a
nutrição do tecido ósseo e o fornecimento de novos
osteoblastos, para o crescimento e recuperação do osso

Classificação do Tecido Ósseo
 Classificação Macroscópica
- Osso Compacto
- Osso Esponjoso
 Classificação Histológica
- Tecido ósseo primário ou imaturo
- Tecido ósseo secundário ou lamelar
Classificação Macroscópica
 Nos ossos longos vamos encontrar nas epífises
(extremidades) o osso esponjoso com uma delgada
camada superficial de osso compacto. As diáfises (parte
cilíndrica) são quase totalmente compactas, com
pequena quantidade de osso esponjoso na sua parte
profunda, delimitando o canal medular
 As cavidades do osso esponjoso e o canal medular da
diáfise dos ossos longos são ocupados pela medula
óssea

Tecido ósseo primário ou imaturo
 É o primeiro tecido ósseo que aparece, sendo
substituído gradativamente por tecido ósseo secundário
 No adulto é muito pouco freqüente, persistindo próximo
às suturas dos ossos do crânio, nos alvéolos dentários e
em alguns pontos de inserção dos tendões
 Apresenta fibras colágenas dispostas em várias
direções sem organização definida, tem menor
quantidade de minerais e maior quantidade de
osteócitos do que o tecido secundário

Tecido ósseo secundário ou lamelar
 É o tipo geralmente encontrado no adulto
 Possui fibras colágenas organizadas em
lamelas, que ficam paralelas umas as outras
(osso esponjoso) ou se dispõem em
camadas concêntricas em torno de canais
com vasos, formando o SISTEMA DE
HAVERS (osso compacto das diáfises)
Tecido ósseo secundário ou lamelar
 Cada sistema de Havers é constituído por um cilindro
paralelo à diáfise e formado por 4 a 20 lamelas ósseas
concêntricas. No centro desse cilindro ósseo existe um
canal revestido de endósteo, o CANAL de HAVERS, que
contém vasos sangüíneos, linfáticos e nervos
 Os canais de Havers comunicam-se entre si, com a
cavidade medular e com a superfície externa por meio
de canais transversais, os CANAIS de VOLKMANN

Ossificação
 É a substituição de tecido cartilaginoso ou
conjuntivo por tecido ósseo
- Ossificação Endocondral: substituição de
cartilagem por tecido ósseo. Ocorre na maioria dos
ossos
- Ossificação Intramembranosa: substituição de
tecido conjuntivo por tecido ósseo. Ocorre na
ossificação dos ossos chatos da caixa craniana e
no crescimento em espessura das diáfises ósseas

Efeitos de deficiências nutricionais
 Raquitismo
 Osteomalacia
 Osteoporose
Hormônios que atuam sobre os ossos
 Somatomedinas
 Hormônio do crescimento
 Testosterona e Estrogênios
 T3,T4 e TSH
 Leptina
Tumores dos Ossos e Cartilagens
Ossos
- Osteomas (osteoblastoma ou osteoclastoma)
(benignos)
- Osteossarcomas (malignos)
Cartilagens
- Condromas (benignos)
- Condrossarcomas (malignos)

Um comentário:

veronica oliveira disse...

MUITO BOM, ME AJUDOU BASTNTE NA MINHA PESQUISA. CONTINUEM ASSIM REPASSANDO COMHECIMENTOS IMPORTANTES. OBRIGADA. VERONICA OLIVEIRA , ESTUDANTE DE MEDICINA VETERINARIA.